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Biometria facial para combater fraudes

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Esqueça o hábito de passar o dedo nos validadores dos ônibus para liberar a catraca, enquanto a fila de passageiros se forma atrás de você. Isso agora é coisa do passado nos ônibus que operam na Região Metropolitana do Recife. A biometria digital - sistema que exigia a identificação do usuário pelas digitais -foi substituída pela biometria facial, tecnologia que faz a leitura da face. Praticamente todos os 2.900 ônibus que compõem a frota da RMR têm novos equipamentos, identificados por uma câmera instalada sobre o validador, em cima das catracas e ao lado do assento do cobrador.


A nova tecnologia, que chegou ao país em 2013, mas ganhou força somente a partir de 2015, combate as fraudes nas gratuidades -que respondem, em média, por 20% do custo do sistema - e agiliza o embarque nos ônibus, evitando o atraso nas viagens causado por filas que às vezes se formam quando a leitura da digital demora. O sistema vem sendo testado desde 2017, mas começou a ser instalado nos coletivos em dezembro do ano passado.


A biometria facial funciona da seguinte forma: ao aproximar o cartão do validador, a câmera faz cinco fotos do passageiro sem que ele perceba. Quando o ônibus retorna para a garagem, essas imagens são encaminhadas à central do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE), no Centro do Recife, onde é feita a verificação dos dados. Se as fotos do usuário não baterem com o registro dos arquivos, é feita uma checagem manual. Caso essa verificação também apresente diferença, o cartão VEM será bloqueado.


Embora todos os passageiros sejam fotografados, apenas os que têm gratuidade são checados pela nova tecnologia. São 400 mil cartões do VEM Estudante, Livre Acesso, Passe Livre e Rodoviários. Todos com foto do usuário. "O sistema fotografa todo mundo que passa na catraca e descarta os que são VEM Comum ou Trabalhador porque não têm gratuidade. Em seguida, verifica os outros, retendo aqueles em que a foto não confere com o cadastro. Esses casos passam por verificação manual, feita por nossos funcionários. São 15 mil verificações eletrônicas por dia e duas mil checagens manuais. Desse total, apenas 1% é bloqueado", explica Pedro Luiz Ferreira, da Urbana-PE.


No caso de identificação de fraudes, o cartão é suspenso no prazo de 48 horas após a fotografia no ônibus. O bloqueio não acontece na hora do embarque do passageiro, apenas posteriormente. Um processo administrativo é aberto para que o usuário tenha direito à ampla defesa. Se os esclarecimentos forem insatisfatórios, o cartão é bloqueado. "Quando o passageiro for tentar usá-lo novamente não conseguirá. E o cobrador não poderá liberar porque não há mais essa opção, como acontecia com a digital. Ou ele paga a passagem ou terá que descer do coletivo", reforça Pedro Luiz Ferreira. O setor empresarial está investindo R$ 3,5 milhões no sistema de biometria facial e garante que são recursos do setor. Não saem da planilha de custo do sistema, ou seja, não está sendo pago pelo passageiro.


Fonte: Jornal do Commercio


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